Minha meta na internet
- andredangelodomini
- 13 de set. de 2011
- 2 min de leitura
Sugestão: criar um site no qual as empresas tornassem públicos seus compromissos de atendimento a clientes.
Quem se dispõe a controlar o orçamento pessoal sabe que nenhuma medida é mais eficiente do que anotar seus gastos diários. Colocá-los no papel ajuda a visualizar por onde o dinheiro escorre e a disciplinar o comportamento em lojas e shoppings. Quem se dispõe a perder peso sabe que os resultados tendem a ser muito mais eficazes caso passem a anotar tudo o que comem. Colocar no papel refeição por refeição, escorregadela por escorregadela, tem um efeito moral sobre o comensal: é a prova cabal de sua indisciplina ou de sua tenacidade. Agora, a internet está se tornando um recurso valioso para a exposição pública de compromissos – uma espécie de caderneta virtual na qual as pessoas registram aquilo que pretendem fazer aos olhos de internautas do mundo inteiro. Um jeito moderno de se cobrar por aquelas velhas promessas de parar de fumar, fazer exercícios físicos e voltar a estudar inglês que nunca se cumprem enquanto ficam só na cabeça de cada um. Há um site, pelo menos, que cumpre esse papel. Chama-se “Stickk” (www.stickk.com). Nele, as pessoas cadastram suas metas, elegem um juiz que irá vigiar o cumprimento do objetivo e apostam dinheiro do próprio bolso – que, em caso de fracasso, converte-se em doação para uma instituição de caridade. O princípio por trás do site é simples, lembra o New York Times: “a probabilidade de as pessoas alcançarem suas metas é maior se elas apostam sua reputação – ou sua conta bancária”. Achei o Stickk um produto muito inteligente – não como negócio, que sequer posso avaliar, pois não tenho maiores detalhes; mas como “sacada”, mesmo, como idéia criativa e engenhosa que é. E fiquei pensando se órgãos de defesa do consumidor não poderiam propor um site semelhante, no qual as empresas colocariam lá suas metas ligadas a atendimento a clientes – número de reclamações no ano, tempo de espera nas ligações, etc. – e, depois, um Procon da vida conferisse o resultado para punir ou premiar a companhia. De parte das empresas, seria um jeito de, publicamente, comprometerem-se com aquilo que tanto dizem prezar, o atendimento ao cliente. E, do consumidor e os órgãos de controle, de criar mecanismos públicos de vigilância, em busca de um ambiente de negócios transparente e eficaz. Talvez assim, colocando reputação e conta bancária das empresas sob escrutínio público, a tal lei do call center se fizesse finalmente cumprir...





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