Estampa em reforma

12/02/2019

Logomarcas se adaptam à era digital

Consumidores e profissionais de marketing mais atentos devem ter reparado que logomarcas tradicionais andaram sofrendo reformulações nos últimos anos. Foi o caso das tintas Suvinil, dos bancos Santander e Bradesco e das grifes de luxo Burberry e Yves Saint Laurent. A companhia aérea Gol mudou duas vezes em menos de quatro anos. 

 

Logomarcas são uma combinação de tipografia (a letra do nome) e símbolo (a imagem que o acompanha), e constituem o primeiro elemento de identificação de uma marca. Costumam ser mudadas de tempos em tempos em função de inúmeros motivos, como reposicionamento, abrangência de atuação ou simples atualização estética. Mudam também quando sua aplicação (isto é, sua reprodução) em determinados formatos ou espaços perde legibilidade. 

 

É o caso de todos os exemplos acima. A ampla disseminação dos smartphones fez com que celular se tornasse o canal de contato mais frequente dos consumidores com a marca. E, nesses dispositivos de tela diminuta, as logomarcas não se “comportam” visualmente como em computadores, papeis ou pontos de venda. Exigem, por isso, uma identidade visual mais simples, com menos detalhes e rebuscamento.

 

Não se trata de algo inédito, claro. No passado, marcas tiveram de se adaptar a televisores, painéis eletrônicos, faxes, monitores de computador etc. A mudança faz sentido sempre que o suporte tecnológico é promissor – ou seja, quando há a perspectiva de que se torne um espaço relevante para exposição da marca. Caso do celular, evidentemente. 

 

Mudanças de identidade visual são mais problemáticas quando as marcas têm fãs – caso dos times esportivos. Recentemente, três deles trocaram ou cogitaram trocar seus escudos: Juventus (Itália), Athletico Paranaense e Barcelona.  

 

Os dois primeiros, que empreenderam a mudança, foram bombardeados pelos seus torcedores e viraram motivo de piada entre os rivais (leia aqui e aqui). Na contramão da simplificação, o time brasileiro foi além e acrescentou um “H” ao nome e removeu o acento agudo do “E”, virando “Athletico” (reprodução acima) e não mais “Atlético”. Já o Barcelona sofreu tantas manifestações contrárias ao retirar o nome do clube de seu escudo que optou por redesenhá-lo

 

Embora levar em consideração a opinião de fãs em casos assim seja importante, a decisão técnica deve prevalecer. Novas logomarcas, sejam de empresas ou equipes, sempre geram estranhamento no primeiro momento. Mas como qualquer mudança, tudo é questão de costume – e os mesmos consumidores ou torcedores que se queixam das alterações atuais podem reclamar das que ocorrerão no futuro, sobre as logos que eles mesmos haviam desaprovado anos antes.

 

 

Share on Facebook
Please reload

© 2017 André D'Angelo - Criado pela Balz Comunicação.