No escurinho do cinema

04/12/2012

...vinho francês, canapés e um garçom solícito. Vai funcionar?

Sempre que dou cursos sobre mercado premium e de luxo comento que, a rigor, qualquer categoria de bens ou serviços pode ter seus representantes top de linha. O que não quer dizer, claro, que serão um sucesso comercial.
 
Leio que alguns cinemas em São Paulo estão adotando áreas semelhantes às das primeiras classes das companhias aéreas, oferecendo àqueles que se dispõem a pagar mais dispensa de entrar na fila, pipocas especiais, canapés, vinhos franceses e tudo o mais.  Para esses setores, os ingressos custam de R$ 60 a R$ 210 (leia mais a respeito aqui).
 
Gosto da medida pelo que ela representa – uma tentativa criativa de rentabilizar um negócio historicamente complicado –, mas duvido um pouco do seu potencial. Acho que, além de poder econômico, o funcionamento desse tipo de proposta depende de um envolvimento grande do consumidor com o cinema, a ponto de considerá-lo ser merecedor de um ritual especial, e não um divertimento trivial, como é para a maior parte das pessoas. Acho que funcionará por um tempo, enquanto for novidade, mas não tenho certeza sobre sua permanência no longo prazo.
 
De toda forma, fica a lição: todo produto ou serviço pode ser reinventado em algum momento. Achar o jeito certo é que é o desafio.
 

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