Os "Marleys" e nós

19/01/2010

Apesar de frequentemente comparados a crianças e filhos, pets são um elo afetivo que gera

O sucesso de livros e filmes como "Marley e eu" e "Sempre ao seu lado", que tratam da relação das pessoas com seus animais de estimação, bem como o crescimento da quantidade de produtos e serviços voltados a pets, fazem com que esse tema mereça uma reflexão sob a óptica do comportamento do consumidor.

 

Na maior parte das vezes, a relação dos proprietários com seus animais de estimação é de cunho afetivo. Tanto que as circunstâncias da compra ou da adoção estão associadas, normalmente, ao desejo de ter uma companhia, de presentear alguém ou de ‘movimentar a casa'.

 

Principalmente entre as mulheres, os pets assemelham-se a um filho adicional - ou mesmo a um substituto de um filho ausente ou inexistente. Tanto que os cuidados com o animal são associados aos cuidados demandados por filhos e crianças.

 

Já os homens tendem a não perceber seus pets como sendo "filhos", e sim como "amigos", "companheiros". Embora possam gostar muito de seus animais de estimação, não demonstram o mesmo tipo de ligação emocional das mulheres. A consequência é que os homens têm, de forma geral, menos preocupação com a saúde e a aparência do bicho.

 

Apesar de frequentemente comparados a crianças e filhos, pets são um elo afetivo que gera responsabilidades relativamente simples e baratas para as pessoas. É um "amor" que não demanda grandes gastos nem dedicação. Pelos pets, faz-se tudo, mas dentro de um limite. E o limite é o do chamado "bom senso" - cada um define o seu, mas há alguns componentes básicos comuns a todos eles (saúde, alimentação e higiene). Dentro desses componentes, as variações são relativamente pequenas, ocorrendo devido a peculiaridades do animal ou predileções do proprietário.

 

Por isso, nem todos os produtos ou serviços novos para pets "pegam". Primeiro, porque adotá-los significaria abrir mão de uma vantagem da criação de animais de estimação: a menor necessidade de cuidados e gastos em relação àqueles dispensados a filhos, por exemplo.

 

Segundo, porque num país desigual como o Brasil, os donos de bichinhos temem se identificar com determinadas condutas ditas "extravagantes" no trato com o animal - expressa por termos como "cachorro de madame" e "bicho de dondoca".

 

Share on Facebook
Please reload

© 2017 André D'Angelo - Criado pela Balz Comunicação.

  • LinkedIn - Black Circle
  • Facebook - Black Circle